onde estará?

Março 30, 2010

Ok. Ninguém disse que seria fácil. Mas precisava ser tão difícil assim? Ok que o corpo da gente é uma morada passageira. Ok que a vida não acaba quando a gente morre. Ela somente continua de uma outra maneira, nem sempre perceptível para a nossa realidade limitada.
Mas oras bolas. Não dava prá ter um indulto? Fazer umas visitinhas? Receber um telegrama, sinal de fumaça ou, quem sabe, um email transcendental?

Por vezes tento pensar que é como estar viajando, sem dia nem hora prá voltar. Aí penso, é como nos dias em que o celular fica sem bateria, só que são todos os dias. Ou como na época em que não havia celular, mas aí não é possível ligar do orelhão, nem mesmo “bipar”.

Aí noutras circunstâncias imagino que é nada. É só pó. E no minuto seguinte vem uma ideia. E se for em outro planeta? Um lugar intergalático. Lá onde vivem os ETs e a gente não enxerga, porque nossos olhos simplesmente não conseguem captar e transmitir a luz desses seres para que nosso cérebro possa codificar?

E aí eu escrevo esse post e penso. Será que um dia ela vai poder comentar? E quando a minha vez de ir prá lá chegar, só posso ter uma certeza: que eu vou encontrá-la. Onde quer que ela esteja, onde for necessário estar, para mais uma vez, estar perto. Estar junto.