onde estará?

Março 30, 2010

Ok. Ninguém disse que seria fácil. Mas precisava ser tão difícil assim? Ok que o corpo da gente é uma morada passageira. Ok que a vida não acaba quando a gente morre. Ela somente continua de uma outra maneira, nem sempre perceptível para a nossa realidade limitada.
Mas oras bolas. Não dava prá ter um indulto? Fazer umas visitinhas? Receber um telegrama, sinal de fumaça ou, quem sabe, um email transcendental?

Por vezes tento pensar que é como estar viajando, sem dia nem hora prá voltar. Aí penso, é como nos dias em que o celular fica sem bateria, só que são todos os dias. Ou como na época em que não havia celular, mas aí não é possível ligar do orelhão, nem mesmo “bipar”.

Aí noutras circunstâncias imagino que é nada. É só pó. E no minuto seguinte vem uma ideia. E se for em outro planeta? Um lugar intergalático. Lá onde vivem os ETs e a gente não enxerga, porque nossos olhos simplesmente não conseguem captar e transmitir a luz desses seres para que nosso cérebro possa codificar?

E aí eu escrevo esse post e penso. Será que um dia ela vai poder comentar? E quando a minha vez de ir prá lá chegar, só posso ter uma certeza: que eu vou encontrá-la. Onde quer que ela esteja, onde for necessário estar, para mais uma vez, estar perto. Estar junto.

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6 Respostas to “onde estará?”

  1. L.S. Alves Says:

    Não tenho nada que possa dizer pra te ajudar. Então deixo um abraço.

  2. Sheila Says:

    procura mais perto que voce acha, procura dentro, ao lado, eu te garanto que ela esta ai… te amo!

  3. Sheila Says:

    mana, vou te dizer que o mãe em conta gotas nao esta na sua lista de blogs…rsrsrrs
    ! bjos!

  4. Ju Says:

    prima…

    Que lindas suas palavras. Vejo em você toda a energia maravilhosa q via na tia, que duvida existe que ela está aí, tão perto de vc?

    bjus com mto carinho


  5. Thais, encontrei a Sheila no facebook, encontrei vc no blog, mas a Suzan só a encontrarei novamente no futuro.
    Procurei porque retornei a São Paulo depois de quase dez anos morando em Vitória no ES.
    Neste período conversei algumas vezes com sua mãe e a última em 2006 disse que quando voltasse iriamos tomar um café.
    Bom.. foi isso, a procurei e encontrei um vazio que por enquanto está preenchido com estagnação.
    Gostaria imensamente de te ver, falarmos um pouco, da mesma forma que falávamos quando vc era criança e ia lá no consultório da rua Silvia.
    Sou psicóloga e durante muitos anos tivemos consultório juntas, primeiro na rua Silvia e depois na Moacir Pizza, ainda pra meu orgulho maior, a Suzan foi durante dois anos minha orientadora de mestrado. Se lembrou? Se não, não faz mal, apenas aceite meu carinho e um abraço muito apertado de quem compreende muitíssimo sua dor.
    Marilda

  6. Dê Freitas Says:

    Oi Thais (ou Lelê, como a Cá te chama). Estou aqui com os olhos marejados de lágrimas. Seu texto tocou fundo em mim. Tocou porque muitas vezes sinto isso. Preciso confessar que as vezes, quando acontece alguma coisa, me pego procurando o telefone para ligar para minha mãe. É uma fração de segundos, que infelizmente acaba.
    Força querida e um abraço bem apertado.

    bjs,


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