talvez

Outubro 4, 2009

Talvez não fosse para ser. A realidade vivida de bons momentos tinha um papel fugaz. Nem bom, nem mau. Tampouco certo ou errado. Eram somente instantes que precisavam ser vividos para haver boas e felizes lembranças. O prelúdio de uma felicidade – mais madura – anunciada. Afinal de contas, o que seria do amor sereno, nao fossem os tormentos das loucas paixões?

Qual significado maior poderia haver em apaixonar-se não fosse para que se aprenda a amar?

Como saber desfrutar de um amor tranquilo, saboroso, sem conhecer a acidez conflitante de um sentimento enormemente passageiro? Sem resgatar lembranças de segundos tão intensos – de pequenas partículas de poeira suspensas no ar -, cheiros inesquecíveis e toques aquecidos.

Sim. Há saudade. De um passado arrebatador e de um sonho de futuro belíssimo. Como se todos os dias da vida fossem finais felizes de novela. Isso com a ingenuidade de não saber que se houvesse apenas finais felizes, os momentos todos seriam tristes.

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2 Respostas to “talvez”

  1. L.S. Alves Says:

    E agora ? O que faremos? Como resgatar aquela chama? Alguém tem essa receita?
    Um abraço moça.

  2. Camilla Salmazi Says:

    talvez…


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