#ufa

Fevereiro 21, 2011

Vai ver que era isso. Eu achei que a dor ia passar. Daqui um ano vai melhorar. Depois que eu fizer terapia vai passar. Quando eu comprar o apartamento eu vou sossegar. Aí, quando terminar a reforma vai voltar tudo ao normal, agora, só depois da mudança. Então só quando os armários chegarem. Agora, só quando a Tuca voltar. Só vou estar bem depois que eu for ao médico. Primeiro devia ir ao dentista, depois gineco, gastro, dermato, oftalmo, ortopedista (alguém coloca mais um na lista, por favor?). Ainda falta tirar os cisos. Aí depois que voltar a guardar dinheiro vai ficar tudo bem. Só vai faltar engravidar. Aí virá o enxoval, o quarto do bebê, a escolha do hospital, o pré-natal, a decisão sobre os padrinhos do bebê, a amamentação, a licença maternidade, a escolha da escola, o primeiro dia de aula, as brincadeiras com a prima, a primeira febre, o primeiro Natal, o fim-de-semana na casa do vovô. E eu tenho que me tocar que isso NÃO vai passar. PUTA QUE O PARIU. POSSO XINGAR? VAI TOMAR NO CU, VIDA FILHA DA PUTA. #prontofalei.

A real é essa. A vida vai seguir, sei lá por mais quanto tempo, e vai ter uns períodos bons e várias coisas legais vão acontecer e Ela não vai estar aqui. E isso é uma puta sacanagem. Eu não vou saber se ela acha que a opinião do médico X é melhor do que a do Y. Eu não vou saber se ela gosta mais do lençol de flores ou do de listras. E não me venha com esse papo, “a resposta está você”,” você pode imaginar, bla bla bla wiskas sachê”, só quem tem mãe responde isso. Não vou ganhar mais presentes de aniversário, nem cartões de Natal, nem ovos de páscoa, nem presente de dia das crianças quando eu tiver 50 anos. Ela me deixou aqui porque sabia que eu aguentava, mas a real é: eu não aguento. Não quero aguentar, pode ser? #prontomedeixa.

Todo dia eu penso, vivo numa puta cidade maluca, todo dia alguém morre de bala perdida, atropelado ou de ataque do coração. Poxa, será que hoje não pode ser eu? Não é que eu não goste da vida não ou que eu vá me matar, mas porra. Podia ser hoje o dia da minha morte, né? Sem dramas, quem disse que morrer é ruim? Só é ruim, meu bem, prá quem fica. Porque prá quem vai, prá quem vai deve ser outra vibe. Não digo que não se sofra de saudades do lado de lá, de quem está do lado de cá, mas porra, alguma vantagem deve ter em evoluir, né?

Por que, meu Jesus, precisa sempre ser do jeito que tem ser e não do jeito que eu quero que seja? Precisa ser sempre como a terapia me ensina, ACEITAR? Apesar de ser uma ideia científica é o conceito mais cristão que eu conheci, ou não foi isso que o desgraçado do Abrãao fez quando Deus, FILHODAPUTA, fez o cara participar da maior pegadinha do malandro ever e falou “sacrifica aí o seu filho Davi.”, ele foi lá e ACEITOU as instruções de Deus. Se ele se deu bem? Sei lá. Fez a tal da Aliança. ALIANÇA, ALIANÇA. Dessa aí nunca ninguém voltou prá contar a história. Nem minha mãe, que me ensinou essa história voltou prá dizer se a “aliança com Deus” vale a pena.  Então, será que não era melhor ir lá e ver qual é?

Volto a falar, não vou suicidar. Não é essa ideia. Já dizia meu avô, se todo mundo pensasse na morte pelo menos uma vez por dia, seria mais feliz. Hoje eu resolvi pensar o dia inteiro. Indulgência de sofrimento. Não entendeu? Vá ao psiquiatra. É isso. To com pena de mim, to puta com Deus, com a humanidade. To puta até com a pessoa que eu mais amo no mundo porque ela não seu cuidou e me deixou e eu me fodi.

Eu sei que amanhã o sentimento vai melhorar, ou daqui a duas horas, quando eu parar de pensar e escrever sobre isso, mas agora é isso. Vou escrever, vou digitar, vou arrebentar de expressar o que eu sinto. Porque eu posso, eu quero, eu mando, eu mereço. EU, EU, EU, EU. Foda-se você. Foda-se quem lê. Chamei sua atenção? Parabéns prá mim. Só queria que as pessoas soubessem que a minha cabeça não é cor-de-rosa. Que meu equilíbrio é suado prá caralho, consciente. Equilíbrio consciente, aceito, refletido, pensado. #agorachega. Fui.

casa na nuvem

Setembro 29, 2010

Aterrisar no céu, com malas de papel.

Entrar num taxi de nuvens, guiado por um motorista canarinho,

Chegar numa casa flutuante, rodeada por flores amarelas,

De onde exala o cheiro de bolo de chocolate quente.
Na casa de pé direito alto e janelas amplas vive um cachorro salsicha mal-humorado que se regenerou e um gato preto voador. Todos esperam o dia em que as meninas da mamãe voltarão a habitar seus quartos.

Logo que o taxi-nuvem estacionar ela abrirá a porta sorridente, de chinelos e cabelos soltos para recepcionar suas filhinhas.

Trará canecas de leite recheadas de bombom de leite ninho. Servirá no almoço lasanha de massa fininha feita pela vovó. Comeremos todos, como limas novas, ouvindo sempre as mesmas piadas do vovô. Lagartixas passearão pelas paredes azuis da copa e escaparão pela janela por onde se pode ver uma imensa mangueira cantante de cigarras.

O cheiro das damas da noite invadirá a casa no fim da tarde. Estaremos deitadas no sofá. Faremos bagunça. Daremos risada contando coisas dessa e de outras vidas.

Faremos planos, bolaremos idéias malucas, projetos inovadores. Cortinas, vestidos, jantares, decoração de festas para anjos, arcanjos e querubins.

Quando o papai chegar faremos leitinho com toddy e conhaque, nos enfiaremos todos debaixo das cobertas e riremos muito. Depois, aos poucos, um a um, virão todos aqueles sempre amamos partilhar de tão boa circunstância, de tão boas sensações.

E assim viveremos a resina do eterno a respirar felicidade. E nunca mais sentiremos saudade. Estaremos sempre a rir, nunca mais a chorar.

onde nos encontraremos, em breve.

Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar,
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
Farei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,
E nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.

A vida é como uma sombra que passa por sobre um rio
Ou como um passo na alfombra de um quarto que jaz vazio;
O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é;
A glória concede e nega; não tem verdades a fé.

Por isso na orla morena da praia calada e só,
Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido,
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.

Dêem-me, onde aqui jazo, só uma brisa que passe,
Não quero nada do acaso, senão a brisa na face;
Dêem-me um vago amor de quanto nunca terei,
Não quero gozo nem dor, não quero vida nem lei.

Só, no silêncio cercado pelo som brusco do mar,
Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,
Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragrância da brisa de qualquer céu.

Fonte: Pessoa, F. 1980. O Eu profundo e outros Eus, 21a edição. RJ, Nova Fronteira.

onde estará?

Março 30, 2010

Ok. Ninguém disse que seria fácil. Mas precisava ser tão difícil assim? Ok que o corpo da gente é uma morada passageira. Ok que a vida não acaba quando a gente morre. Ela somente continua de uma outra maneira, nem sempre perceptível para a nossa realidade limitada.
Mas oras bolas. Não dava prá ter um indulto? Fazer umas visitinhas? Receber um telegrama, sinal de fumaça ou, quem sabe, um email transcendental?

Por vezes tento pensar que é como estar viajando, sem dia nem hora prá voltar. Aí penso, é como nos dias em que o celular fica sem bateria, só que são todos os dias. Ou como na época em que não havia celular, mas aí não é possível ligar do orelhão, nem mesmo “bipar”.

Aí noutras circunstâncias imagino que é nada. É só pó. E no minuto seguinte vem uma ideia. E se for em outro planeta? Um lugar intergalático. Lá onde vivem os ETs e a gente não enxerga, porque nossos olhos simplesmente não conseguem captar e transmitir a luz desses seres para que nosso cérebro possa codificar?

E aí eu escrevo esse post e penso. Será que um dia ela vai poder comentar? E quando a minha vez de ir prá lá chegar, só posso ter uma certeza: que eu vou encontrá-la. Onde quer que ela esteja, onde for necessário estar, para mais uma vez, estar perto. Estar junto.

as pessoas que amamos

Março 12, 2010

As coisas que amamos
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra maneira se tornam absoluta
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.*
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade

Dizem por aí que a minha mãe morreu. O fato teria se dado no último dia 31 de janeiro, às 15h05 (hora que Jesus morreu na sexta-feira santa há 1977 anos) no Hospital São Paulo. A causa da morte? Câncer.

De fato, houve velório, muitas lágrimas e há ainda muita saudade. Acho que esta última ainda haverá, por alguns anos.

Mas o fato é que embora os fatos indiquem que de fato minha morreu – há uma certidão de óbito que confirma – eu tenho certeza de que ela está viva. E o caso trata-se de algo próximo, mas além, da semiologia. Vejam só:

Eu, cristã, fui ensinada a vida toda sobre esse lance de que a vida não termina aqui. Que quando a gente morre a gente vai pro céu.
E mesmo eu acreditando nisso a vida toda e tendo passado por algumas experiências em relação a morte, eu não tinha assim muita certeza de que isso acontecia mesmo.

Depois da tal morte da minha mãe eu sei que isso acontece e ponto. Sei que ela está viva. Sei que está me vendo… que está se comunicando de modos diferentes na minha vida. Tenho tanta certeza de que isso é real quanto sei que quase ninguém lê este blog, mas que ele existe.

Não sei se a vida lá nesse outro lugar prá onde a gente vai depois que “morre” é como os espíritas dizem que é, mas eu, na minha cabeça imagética, penso que a minha mãe mora nas nuvens, onde a gente nunca enxerga.

E digo mais, que a experiência de ver a minha mãe no necrotério – post morten – do jeito que a morte e o corpo são, de verdade, sem maquiagem, me fizeram entender, de verdade, que aquilo que estava ali não era ela. Ela, a minha mãe, era outra coisa, outra vibração, outra luz, outra energia. Ali, não havia energia…

Expliquemos assim: digamos que você vai no mercado e vê uma lata de molho de tomate. E vc compra aquilo, vê valor, pq ali dentro da lata tem molho de tomate, né? Então, lá no mercado ela tá cheia de molho de tomate e portanto é uma lata de molho de tomate que tem serventia. Depois, qnd vc chega em casa e usa o molho que tá dentro da lata, ela deixa de ser uma lata de molho de tomate e passa a ser só uma lata, que vai pro lixo. O molho, o tomate, virou outra coisa. Molho do macarrão, do bife parmegiana, sei lá.

Então, digamos que o corpo da minha mãe, o invólucro onde ela estava, e que eu e o mundo chamávamos de “ela”, na hora em que foi “esvaziado” deixou de ser a minha mãe. Passou a ser só a lata, a embalagem. Porém, a minha mãe de verdade, assim como o molho de tomate (de fato) continuam a existir numa outra forma, num outro lugar. No caso do molho, na panela. No caso da minha mãe, eu acho que é nas nuvens.

E assim, desse modo, sei que ela está viva. Não falo dela no passado e nem falarei. Talvez use esse tempo verbal apenas para falar de fatos que de verdade já aconteceram, num tempo anterior, mas que há ainda um tempo novo por vir. Não sem saudades, porque eu ainda estou dentro da minha lata de molho de tomate, e latas de molho de tomate, a priori, precisam de seus pares, mas quem sabe ainda que aqui, na prateleira do supermercado, eu não consiga entender prá onde foi a minha mãe, né?

P.S.: Mãe, vamos nos falando por aí. Em pensamento, em intuições, por meio de panelas, pratos e refeições saborosas com novos temperos. Com gosto de amor inabalável e pitadas de saudade, fé e coragem. Mande notícias. Amo você, sempre, não sua lata.

tempos

Fevereiro 9, 2010

Há tempo de fazer, de sofrer, de pensar. Hora de trabalhar, de rir ou chorar. Há minutos de desesperar e outros tantos, de se consolar.

Há dias de amargar e outros de se alegrar. Um dia, cada tempo desse chegará. Os momentos, muitas vezes de esperar, serão sempre – todos eles – de também amar.

talvez

Outubro 4, 2009

Talvez não fosse para ser. A realidade vivida de bons momentos tinha um papel fugaz. Nem bom, nem mau. Tampouco certo ou errado. Eram somente instantes que precisavam ser vividos para haver boas e felizes lembranças. O prelúdio de uma felicidade – mais madura – anunciada. Afinal de contas, o que seria do amor sereno, nao fossem os tormentos das loucas paixões?

Qual significado maior poderia haver em apaixonar-se não fosse para que se aprenda a amar?

Como saber desfrutar de um amor tranquilo, saboroso, sem conhecer a acidez conflitante de um sentimento enormemente passageiro? Sem resgatar lembranças de segundos tão intensos – de pequenas partículas de poeira suspensas no ar -, cheiros inesquecíveis e toques aquecidos.

Sim. Há saudade. De um passado arrebatador e de um sonho de futuro belíssimo. Como se todos os dias da vida fossem finais felizes de novela. Isso com a ingenuidade de não saber que se houvesse apenas finais felizes, os momentos todos seriam tristes.

Maio 12, 2009

Você pode amarrar,
Dar voltas,
Correr em círculos,
Acrescer a angústia,
Mas não sabe do nó.

Ele fere,
Ele dói,
engasga,
deixa pesado,
sufoca.

Vê como respira com dificuldade agora?
É o nó!
Sente algo empurrar sua cabeça pra dentro d’água?
É o nó.
Percebe o parapeito chamando seu salto?
É ele.
Vê tudo escuro e você com o revólver na mão?
É o nó que quer agir.

Me dá sua mão “preu” desatar o nó?

2004

ser mãe

Maio 3, 2009

Pego esse espaço emprestado do blog da Irma, ou melhor da madrinha por que afinal, também é para essas coisas. Acho importante escrever sobre essa experiência antes que ela se torne tão presente que algumas lições se percam pelo caminho.

1.A noção do tempo se modifica por completo, parece que muitas coisas cabem em um espaço muito curto e o mais incrível é que você não deu uma de louca, elas simplesmente acontecem e você vai indo, sem saber, literalmente, aonde e como vai chegar, é a certeza de que você realmente não sabe de nada, não sabe para onde vai nem como, só sabe que, de um jeito ou de outro vai chegar, simplesmente descobre que não manda em nada, quando sempre mandou em “quase”tudo.

2.As primeiras sensações: Dobrei de tamanho, de repente eu tinha dois corações em um só, duas vidas em uma só e para isso eu era muito maior do que antes, gigante praticamente ,e tudo isso para garantir a vida de um futuro rebento,( mas devo confessar que era um tamanho assustador, como se eu tivesse 3×3, ai entendi o que significava “coração de mãe”) é uma relação totalmente nova.

Quando se casa (apesar de eu também ser bem nova nesta matéria) você se esforça para continuar sendo você e as suas roupas, seus projetos, seu marido, sua mãe, sua casa, seus amigos e de repente você simplesmente abre mão de tudo isso por alguém que você nem conhece nem nunca viu, (isso é coisa de louco mesmo). Interessante notar que ela é a única pessoa na vida que eu não conheci em algum lugar, na escola, no mercado ou no elevador, ela simplesmente me apareceu, de dentro, quase como uma pintura surrealista.

Ai vem infinitas duvidas e incertezas e ela nasce, (incógnita total como ia ser o dia D, como eu podia não ter a mínima idéia de como seria um dos maiores dias da minha vida? Ou melhor, da vida dela) e um sorriso pequeninho e sem dente de repente conserta tudo, tudo, tudo(que beleza não?rsrsrsr).Mas a vida não é assim e o sorriso vai embora (afinal você não quer que a pequena saia sorrindo depois de um stress daquele tamanho que deve ser nascer)e uma outra leva, gigantesca de duvidas e angustias chegam, misteriosíssimas, e, de novo, de repente, eu sou capaz de resolver as necessidades da minha filha, minha filha, necessidades que eu nunca imaginei. Ser mãe é um ato de entrega, de confiança, de muita fé(em Deus e em você) e de muito amor, muito mesmo, mas é um ato, se você ficar parada acho que muita coisa não acontece, ai eu não quero nem imaginar.

O tempo passa, certas diretrizes básicas vão se constituindo e você começa a cair em si de que nada – NADA- é como antes e começa uma busca angustiante de re-lembrar quem você é, ou foi, por que meu Deus! Como eu não sei mais quem sou? A sua casa mudou, você casou, qualquer pensamento é interrompido por um nhéeee (quando você estava começando a encontrar alguma coisa dentro de si) e você não cabe nem nas suas roupas!!!!!!!!!!!!!(imagina aquela calça que sempre deu aquela alegria nem fechar o zíper) nem triste você chega a ficar, por que de alguma forma só de usar a legging que a sua irma te deu de presente há um ano (e você não sabia usar direito sem parecer que ia na academia) e ter saído das camisolas é uma evolução enorme.

Para ir terminando, existe um consenso de que se ama gigante e incondicionalmente o seu filho e tra la la desde que ele nasce que não é bem assim, e graças a Deus eu li em algum lugar sobre amar em conta-gotas, e é a pura verdade. O amor e a emoção de quando você vê aquela pequena pela primeira vez acho que realmente é o tal do “amor a primeira vista” por que veio de você, de dentro, mas como sabemos amor se constrói ,e é a cada troca de fraldas, a cada mamada, a cada vez que você consegue acordar de madrugada e ganhar um sorriso, quando depois da vacina implora o seu colinho e por mais que o seu braço não agüente mais – por nada nesse mundo você deixa ela sair do seu colo- por cada conquista você ama, ama, ama, ama, ama, ama, ama, e o amor vai ficando de um tamanho sem fim, tão sem fim que é muito fácil se perder nele, e ai a gente entende por que é que é que “amor de – mãe é tudo igual” no começo eu não tinha ciúmes dela, agora eu tenho, eu quero ela grudada no meu colo, no meu abraço para sempre, para sempre, e apesar de ser difícil, muito difícil, eu não troco essa experiência, por nada, nada, nada nessa vida ela realmente é um pedaço de mim, por isso eu preciso nunca deixar de me amar para que ela saiba que a mãe dela, inteira, vai estar sempre ao seu lado, sempre.Te amo Maria Clara, meu chulézinho, minha pequeninha, minha filhota!

Autora: Sheila Minatti Hannuch