uma lembrança inventada
Abril 14, 2009
Quantas saudades sinto das nossas noites juntos. As pernas entrelaçadas e os corpos exaustos deitados sobre o fino colchão da sua nova casa. Cada ambiente explorado com novas sensações. Um brilho no olhar próprio de quem encontrou a pessoa perfeita naquele instante. Sequências de segundos, minutos e horas de puro encantamento. A paz perturbadora de quem se sabe apaixonado. A certeza de que aquilo, ainda que distante, iria acabar. A luz azulada do cair da noite iluminava a sala deixando o cômodo ainda mais acolhedor. O gosto na boca de uma saudade antecipada. Adormecíamos. Pela manhã a mesma janela fazia o tempo parar; suspenso em pequenas partículas de poeira, que com a luz amarela brilhavam. O cheiro de café fresco tomava a casa toda. Aos poucos era necessário despertar.