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Junho 10, 2008

Fechou-se em vez de desabrochar.

Chorou em vez de sorrir.

Fugiu em vez de ficar.

Foi embora deixando para trás uma felicidade vivida. Trancou-a numa gaveta, aquela da memória, e esqueceu-se dela. Quando é relembrado, finge que nunca a conheceu.

Ficaram para trás os anos aproveitados plenamente, o sabor da intensidade de amar, o jeito meigo no olhar. Fechou-se à compreensão, à compaixão, a fé. Esqueceu-se de Deus e deixou-se envenenar pela mediocridade do homem. 

Sumiu. Vez ou outra reaparece como uma saudade ou boa lembrança – só para contradizer a dureza fria da realidade.

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